Cursista: Marisa de Souza Teixeira Rodrigues
Turma: T26a
EDUCAÇÃO ESCOLAR DE PESSOAS COM SURDEZ
A Política Nacional de
Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (2008) vem ao encontro
do propósito de mudanças no ambiente escolar e nas práticas
sociais/institucionais para promover a participação e aprendizagem dos alunos
com surdez na escola comum. Muitos desafios precisam ser enfrentados e as
propostas educacionais revistas, conduzindo a uma tomada de posição que resulte
em novas práticas de ensino e aprendizagem consistentes e produtivas para a
educação de pessoas com surdez, nas escolas públicas e particulares.
As pessoas com surdez não
podem ser reduzidas ao chamado mundo surdo, com uma identidade e uma cultura
surda. É no descentramento identitário que podemos conceber cada pessoa com
surdez como um ser biopsicosocial, cognitivo, cultural não somente na
constituição de sua subjetividade, mas também na forma de aquisição e produção
de conhecimentos, capaz de adquirirem e desenvolverem não somente os processos
visuais –gestuais, mas também de leitura e escrita, e de fala se desejarem.
É importante que se ofereça à criança surda um ambiente
estimulante, que possibilite sua ação não só física, mas principalmente, sua
ação mental, que se reconheça o sujeito com surdez como participante ativo do
processo educativo, que se proporcione situações constantes e sistemáticas de
troca simbólica com o meio e, por fim, que se entenda a linguagem como
instrumento efetivo de comunicação e expressão do pensamento, capaz de desenvolver
as estruturas cognitivas mais complexas.
O Atendimento Educacional
Especializado para alunos com surdez, na perspectiva inclusiva, estabelece como
ponto de partida a compreensão do reconhecimento do potencial e das capacidades
dessas pessoas, vislumbrando o seu pleno desenvolvimento e aprendizagem .
O AEE deve ser visto como
uma construção e reconstrução de experiências e vivencias conceituais, em que a
organização do conteúdo curricular não deve estar pautada numa visão linear, hierarquizada
e fragmentada do conhecimento. O conhecimento precisa ser compreendido como uma
teia de relações, na qual as informações se processam como instrumento de
interlocução e de diálogo.
As práticas de sala de aula
comum e do AEE devem ser articuladas por metodologias de ensino que estimulem
vivencias e que levem o aluno a aprender a aprender, propiciando condições
essenciais da aprendizagem dos alunos com surdez na abordagem bilíngüe.
O AEE em seus três momentos
visa oferecer a esses alunos a oportunidade de demonstrarem se beneficiar de
ambientes inclusivos de aprendizagem.
AEE em Libras
AEE em Libras
O Atendimento Educacional Especializado em Libras
deve ocorrer em horário contrário ao do ensino comum. O professor do AEE deverá
trabalhar de forma complementar os conteúdos articulados com o professor da
sala de aula. Para o trabalho do professor, na sala do AEE necessita ter
materiais e recursos visuais: biblioteca, mural de avisos e notícias, gravuras
e fotos sobre os assuntos a serem trabalhados, roteiro de planejamento, fichas
de atividades e outros
AEE de Libras
AEE de Libras
Inicia-se o AEE de Libras com a investigação
diagnóstica do aluno. Este atendimento acontece no contra turno do ensino
comum, realizado por professor e/ou instrutor de libras, preferencialmente surdo,
conforme o estágio de desenvolvimento da Língua de Sinais em que o aluno se
encontra.
O aprendizado de Libras deverá ser oferecido durante toda educação básica, inclusive na educação infantil, para que sua apropriação se dê de maneira mais natural possível.
O aprendizado de Libras deverá ser oferecido durante toda educação básica, inclusive na educação infantil, para que sua apropriação se dê de maneira mais natural possível.
A Libras é uma língua que necessita constantemente
de ampliação do seu vocabulário, para isso faz-se necessário pesquisas na
elaboração e sistematização de termos técnicos e científicos.
A sala do AEE deve conter vários recursos
pedagógicos visuais: DVD, cartazes, livros de diversos gêneros textuais,
dicionários, materiais concretos, etc.
AEE para o ensino de Língua Portuguesa
AEE para o ensino de Língua Portuguesa
O AEE para o ensino da Língua Portuguesa deve
acontecer na Sala de Recursos Multifuncionais no contra turno do ensino comum
desenvolvido por um professor, preferencialmente, com formação em Língua
Portuguesa, planejado em conjunto com os professores de Libras e o da sala
comum.
O objetivo do AEE do ensino da Língua Portuguesa, para a pessoa com surdez, é desenvolver a competência gramatical ou linguística e textual para que sejam capazes de gerar sequências linguísticas bem formadas.
A avaliação do desenvolvimento da Língua Portuguesa deve ocorrer constantemente para assegurar os avanços do aluno com surdez e que se possa redefinir o planejamento caso necessário.
O objetivo do AEE do ensino da Língua Portuguesa, para a pessoa com surdez, é desenvolver a competência gramatical ou linguística e textual para que sejam capazes de gerar sequências linguísticas bem formadas.
A avaliação do desenvolvimento da Língua Portuguesa deve ocorrer constantemente para assegurar os avanços do aluno com surdez e que se possa redefinir o planejamento caso necessário.
Referência:
DAMÁZIO, Mirlene Ferreira Macedo. Formação Continuada a Distância de Professores para o Atendimento Educacional Especializado: pessoa com Surdez. SEESP / SEED / MEC Brasília/DF – 2007.
DAMÁZIO, M.F.M. Atendimento Educacional
Especializado: Pessoa com surdez. São Paulo: MEC/SEESP, 2007,52 P.
DAMÁZIO, M. F .M. Concepções Subjacentes:
Educação das Pessoas com Surdez, 2005.