quarta-feira, 16 de abril de 2014

DMU/ DEFICIÊNCIA MÚTIPLA

Denomina – se surdocego aquele que possui dificuldades visuais e auditivas, independentemente da sua qualidade.”Uma pessoa que tenha deficiência visual e auditiva de um grau de tal importância, que esta dupla perda sensorial cause problemas de aprendizagem, de conduta e que possa afetar suas possibilidades de trabalho.  OLSON, Stig, surdocegueira especiais. Apresentação na “A surdez: um mundo de encontro”; Santa Fé de Bogotá, 1995.
A surdocegueira é uma deficiência única e especial que requer métodos de comunicação especial para viver com as funções da vida cotidiana. (BEST Tony InformationGuide, definições de surdocegueira usadas em outros países. Documento sem editar).
A surdocegueira é uma limitação que se caracteriza por:
- Sérios problemas relacionados com a comunicação e com o meio.
- Sérios problemas relacionados com a orientação no meio.
- Sérios problemas relacionados à obtenção de informação. (Mcines, johnProgamming for congenital and early adventitiosdeafblind adults.
A surdocegueira pode ser:
-       Congênita
-       Adquirida
Congênita: Denomina – se surdocego congênito quem nasce com esta única deficiência, como por exemplo pela rubéola adquirida no ventre da mãe.
Adquirida: A surdocegueira adquirida é quando a pessoa nasce ouvinte, vidente, surda ou cega e adquire, por diferentes fatores, a surdocegueira.
Quando estudamos a história da educação do surdocego, vemos que tradicionalmente a criança foi educada de acordo com o princípio de aprendizagem associativa, que é comparar a palavra falada, escrita ou soletrada com o objeto, atividade comunicativa.
         Isto quer dizer, ensina-se a criança a perguntar por coisas e se interessar por coisas ao seu redor. Em outras palavras, ela é encorajada a emitir os sinais para o mundo e será reforçado quando o ambiente responde. Quando a palavra ou frase representa sentimento ou intenções, ela lembrará e a usará corretamente em situações adequadas.
No entanto, o problema é que pouquíssimas crianças respondem espontaneamente ao ambiente. Mesmo surdos com outros problemas, como visão reduzida ou outro problema não demonstrado, sentem, também, muita dificuldade para responder ao ambiente como sentem os surdocegos. Este é o problema do contato com o ambiente que é um obstáculo na educação das crianças surdocegas.
Para entender o que é surdocegueira, faz – se necessária uma explicação sobre a sua grafia. Segundo Lagati (1995, p. 306), a surdocegueira é uma condição que apresenta outras dificuldades além daquelas causadas pela cegueira e pela surdez. O termo hifenizado indica uma condição que somaria as dificuldades da surdez e da cegueira. A palavra sem hífen indicaria uma diferença, uma condição única e o impacto da perda dupla é multiplicativa e não aditiva. Já para McInnes (1999), a premissa básica é que a surdocegueira é uma deficiência única que requer uma abordagem específica para favorecer a pessoa com surdocegueira e um sistema para dar este suporte. O referido autor subdivide as pessoas com surdocegueira em quatro categorias;
- Indivíduos que eram cegos e se tornaram surdos;
- Indivíduos que eram surdos e se tornaram cegos;
- Indivíduos que se tornaram surdocegos;
- Indivíduos que nasceram ou adquiriram surdocegueira precocemente, ou seja não tiveram a oportunidade de desenvolver linguagem, habilidades comunicativas ou cognitivas nem base conceitual sobre a qual possam construir uma compreensão de mundo. O mesmo autor (1999) relata que muitos indivíduos com surdocegueira precocemente têm deficiência associadas como: físicas e intelectuais. Estas quatro categorias podem ser agrupadas em Surdocegos Congênitos ou Surdocegos Adquiridos. E dependendo da idade em que a surdocegueira se estabeleceu pode – se classificá-la em Surdocegos Pré- lingüísticos ou Surdocegos Pós – lingüísticos.
Segundo Mc Innes (1999) indivíduos com surdocegueira demonstram dificuldade em observar, compreender e imitar o comportamento de membros da família ou de outros que venha entrar em contato, devido à combinação das perdas visuais e auditivas que apresentam.
A interação Social e a Comunicação-aspectos fundamentais para odesenvolvimento da linguagem
Os termos “interação social” estão intimamente relacionados. Tomemos por definição de interação social o processo pelo qual dois indivíduos influenciam mutuamente os atos um do outro. A comunicação implica em interação, e mais, a comunição é definida como uma forma de interação em que o significado é transmitido por meio do uso Atendimento Educacional Especializado AEE E SURDOCEGUEIRA E DEFICIÊNCIA MÚLTIPLA.
Sua comunicação inicial é pelo movimento corporal e vocalizações. Precisam aprender por rotinas organizadas. A caixa de antecipação será sua  comunicação inicial é pelo movimento corporal e vocalizações. Precisam aprender por rotinas organizadas. A caixa de antecipação será sua  primeira estratégias de comunicação.
REFERENCIAS
LAGATI ,S. DEAF-Blind or Deafblind International Perspectives on Terminology.1995 Tradução:  Laura L. M Anccilotto. São Paulo: Projeto Ahimsa/Hilton Perkins, 2002.
MCINNES,J.M.Deaf-blind infants and children:A development guide. Toronto, Ontario, Canada: University of Tronto Press, 1999.
Bosco, Ismênia Carolina Mota Gomes.
A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar: Surdocegueira e deficiência múltipla/ Ismênnia Carolina Mota Gomes Bosco, Sandra Regina Stanziani Higino Mesquita, Shirley Rodrigues Maia. –Brasília: Ministério da Educação, Secretaria da Educação Especial; (Fortaleza): UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ, 2010.
v. 5 (Coleção A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar)




             

                                                                                                                                        
                                               


terça-feira, 18 de março de 2014

PS_Texto produzido para Blog

Cursista: Marisa de Souza Teixeira Rodrigues
Turma: T26a

EDUCAÇÃO ESCOLAR DE PESSOAS COM SURDEZ
A Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (2008) vem ao encontro do propósito de mudanças no ambiente escolar e nas práticas sociais/institucionais para promover a participação e aprendizagem dos alunos com surdez na escola comum. Muitos desafios precisam ser enfrentados e as propostas educacionais revistas, conduzindo a uma tomada de posição que resulte em novas práticas de ensino e aprendizagem consistentes e produtivas para a educação de pessoas com surdez, nas escolas públicas e particulares.
As pessoas com surdez não podem ser reduzidas ao chamado mundo surdo, com uma identidade e uma cultura surda. É no descentramento identitário que podemos conceber cada pessoa com surdez como um ser biopsicosocial, cognitivo, cultural não somente na constituição de sua subjetividade, mas também na forma de aquisição e produção de conhecimentos, capaz de adquirirem e desenvolverem não somente os processos visuais –gestuais, mas também de leitura e escrita, e de fala se desejarem.
É importante que se ofereça à criança surda um ambiente estimulante, que possibilite sua ação não só física, mas principalmente, sua ação mental, que se reconheça o sujeito com surdez como participante ativo do processo educativo, que se proporcione situações constantes e sistemáticas de troca simbólica com o meio e, por fim, que se entenda a linguagem como instrumento efetivo de comunicação e expressão do pensamento, capaz de desenvolver  as estruturas cognitivas mais complexas.
O Atendimento Educacional Especializado para alunos com surdez, na perspectiva inclusiva, estabelece como ponto de partida a compreensão do reconhecimento do potencial e das capacidades dessas pessoas, vislumbrando o seu pleno desenvolvimento e  aprendizagem .
O AEE deve ser visto como uma construção e reconstrução de experiências e vivencias conceituais, em que a organização do conteúdo curricular não deve estar pautada numa visão linear, hierarquizada e fragmentada do conhecimento. O conhecimento precisa ser compreendido como uma teia de relações, na qual as informações se processam como instrumento de interlocução e de diálogo.
As práticas de sala de aula comum e do AEE devem ser articuladas por metodologias de ensino que estimulem vivencias e que levem o aluno a aprender a aprender, propiciando condições essenciais da aprendizagem dos alunos com surdez na abordagem bilíngüe.
O AEE em seus três momentos visa oferecer a esses alunos a oportunidade de demonstrarem se beneficiar de ambientes inclusivos de aprendizagem.
AEE em Libras
O Atendimento Educacional Especializado em Libras deve ocorrer em horário contrário ao do ensino comum. O professor do AEE deverá trabalhar de forma complementar os conteúdos articulados com o professor da sala de aula. Para o trabalho do professor, na sala do AEE necessita ter materiais e recursos visuais: biblioteca, mural de avisos e notícias, gravuras e fotos sobre os assuntos a serem trabalhados, roteiro de planejamento, fichas de atividades e outros
AEE de Libras
Inicia-se o AEE de Libras com a investigação diagnóstica do aluno. Este atendimento acontece no contra turno do ensino comum, realizado por professor e/ou instrutor de libras, preferencialmente surdo, conforme o estágio de desenvolvimento da Língua de Sinais em que o aluno se encontra.
            O aprendizado de Libras deverá ser oferecido durante toda educação básica, inclusive na educação infantil, para que sua apropriação se dê de maneira mais natural possível.
A Libras é uma língua que necessita constantemente de ampliação do seu vocabulário, para isso faz-se necessário pesquisas na elaboração e sistematização de termos técnicos e científicos.
A sala do AEE deve conter vários recursos pedagógicos visuais: DVD, cartazes, livros de diversos gêneros textuais, dicionários, materiais concretos, etc.

AEE para o ensino de Língua Portuguesa
O AEE para o ensino da Língua Portuguesa deve acontecer na Sala de Recursos Multifuncionais no contra turno do ensino comum desenvolvido por um professor, preferencialmente, com formação em Língua Portuguesa, planejado em conjunto com os professores de Libras e o da sala comum.
            O objetivo do AEE do ensino da Língua Portuguesa, para a pessoa com surdez, é desenvolver a competência gramatical ou linguística e textual para que sejam capazes de gerar sequências linguísticas bem formadas.
            A avaliação do desenvolvimento da Língua Portuguesa deve ocorrer constantemente para assegurar os avanços do aluno com surdez e que se possa redefinir o planejamento caso necessário.

Referência:
DAMÁZIO, Mirlene Ferreira Macedo. Formação Continuada a Distância de Professores para o Atendimento Educacional Especializado: pessoa com Surdez. SEESP / SEED / MEC Brasília/DF – 2007.
DAMÁZIO, M.F.M. Atendimento Educacional Especializado: Pessoa com surdez. São Paulo: MEC/SEESP, 2007,52 P.
DAMÁZIO, M. F .M. Concepções Subjacentes: Educação das Pessoas com Surdez, 2005.


sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Audiodescrição O Rei Leão

A audiodescrição é o recurso que permite a inclusão de pessoas com deficiência visual em cinema, teatro e programas de televisão. No Brasil, segundo dados do IBGE, existem aproximadamente 16,5 milhões de pessoas com deficiência visual total e parcial, que encontram-se excluídos da experiência audiovisual e cênica. A acessibilidade nos meios de comunicação é um tema que está em pauta no mundo todo. Os esforços neste sentido visam não apenas proporcionar o acesso a produtos culturais a uma parcela da população que se encontra excluída, como também estabelecer um novo patamar de igualdade baseado na valorização da diversidade. “Dizem que uma imagem vale mais do que 1000 palavras, pois bem, a audiodescrição é muito mais que as tais 1000 palavras.” Marco Antonio de Queiroz, cego, autor do site Bengalalegal, em entrevista sobre sua participação como jurado do Festival de Cinema Assim Vivemos 2007.

audiodescrição O rei leão